sábado, 26 de novembro de 2011


Eu gosto de GENTE, gente que ama a flor da pele, que grita, que fala palavrão quando tem raiva. Gosto de GENTE que diz e faz, mas também que tem duvidas, que as vezes se desespera, que bate o pé de ansiedade, que chora e chora muito, porque sabe que as portas do coração tem que abrir quando a chave se perdeu e está tudo enclausurado e perto de explodir. Eu gosto de GENTE que diz o que sente e faz o que sete também, que reclama, que seja chato as vezes, que também seja feliz as vezes, GENTE incompleta, de riso e choro solto, de peito abeto ao adverso e o diverso. GENTE que assume suas falhas, que sabe que erra e muito, que é indiferente a quem não deve, que faz "MERDA" mesmo, com o perdão da palavra, ah, gosto de gente que sabe pedir perdão e perdoar também, e de gente que assume que muitas vezes o perdão não é possível porque não se esquece quando a rosa fura, mesmo que deixe o perfume nas mãos. Gosto de GENTE sincera, de gente de carne e osso, desconfio de discursos feitos, de sorrisos marcados, de palavras informais. Não gosto do perfeito, por isso gosto de GENTE, porque GENTE é inacabada, é reboco caído, é parede sem pintura, é retalho a ser desfeito, gente é imperfeita.


Nara Morais

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