sábado, 26 de novembro de 2011


E mesmo sabendo que vai chorar tantas vezes ela continua na espera de um sorriso , e mesmo prevendo que vai ficar tantas noites sozinha com seu sentimento pulsando no peito e pedindo socorro, ela continua na janela esperando a volta, o retorno do carro na rua da frente. E mesmo temendo o eterno retorno a condição do amor unilateral, ela faz desse retorno uma reconstrução dos pedaços que foram deixados para trás no mesmo caminho de sempre, no tão conhecido espaço entre o beijo de antes e o olhar fugitivo de agora, entre as lembranças e a chama acesa de um futuro próspero.E mesmo sabendo da iminência do fim, ela continua na esperança do recomeço, mantendo-se intacta, firma em degraus de vidro, forte em chão de cristal, mas a leveza do ser, a insustentavel leveza do ser não permite que ela vire as costas e siga sim ao não, e olhe para frente sem entregar-se a ânsia de dar uma verificada atras para ver se ele vem, se ele faz o retorno no carro na rua da frente...e mesmo sabendo que vai chorar, ela ama, porque do amor não se foge, da dor não se esconde, as lagrimas não se escondem, dele ela não consegue fugir, porque seria como fugir de si mesma, já que ele está dentro dela, guardado na alma fazendo estripulias e confusão.


Nara Morais

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